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Autor: Marcelo Xavier Alves Fagundes
RESUMO
Várias
são as teorias e práticas para se almejar a hipertrofia
muscular, porem, todas têm a mesma base: intensidade versus
volume. Esta pesquisa visou justamente expor como a intensidade e
o volume estão presentes na montagem de um treino para aumento
da secção transversal do músculo: a sobrecarga
tensional e a sobrecarga metabólica, que são inversamente
proporcionais. Este estudo teve por objetivo apresentar os resultados
decorrentes dos treinamentos com ambas as formas, aplicados em um
grupo de voluntários fisicamente não ativos (n=9), subdivididos
em 2 grupos de 4 pessoas, que treinaram com métodos diferentes.
Um único sujeito, executou um treinamento unilateral com ambos
os métodos. Como resultados no presente estudo apresentamos
que, entre os grupos, houve maior ganho na perimetria naquele grupo
que treinou sob o método de sobrecarga tensional. Porém,
no sujeito que trabalhou com as sobrecargas tensional e metabólica,
de forma unilateral, ocorreu o inverso. Para a presente amostra concluímos
que, os dois métodos de treinamento são de grande utilidade
para a hipertrofia muscular, mesmo que por caminhos diferentes, sendo
o ponto de união entre os mesmos, provavelmente, o ideal para
uma hipertrofia muscular eficiente em condições de treino
e alimentação normais. Especula-se que a variação
de resultados possa depender de outros fatores não controlados.
Indicam-se novos estudos, com uma população maior e
com diferentes metodologias de treino.
Palavras-chave:
hipertrofia muscular – sobrecarga tensional – sobrecarga
metabólica – treinamento de força – repetições
Introdução
A musculação vem apresentando grande desenvolvimento
a mais de quatro décadas, tendo grande avanço na década
de 90, quando muitos estudos foram realizados considerando as novas
teorias de treinamento, demonstrando cada vez mais a necessidade de
novas pesquisas neste campo para compreensão e entendimento
de várias questões e indagações. Encontra-se
atualmente um enorme acervo de pesquisas nesta área, porém
poucas com aplicabilidade no cotidiano do profissional dentro da sala
de musculação. A literatura atual da área nos
traz um limite numérico mágico para trabalhar a hipertrofia
muscular: 6 a 12 repetições para cada série de
um exercício. Mas porque destes números, e porque uma
lacuna tão grande entre eles (6 a 12)? A resposta provavelmente
se encontra na divisão das sobrecargas e de como elas podem
ser interpretadas e trabalhadas.
Várias são as teorias e práticas para a obtenção
de um significativo ganho de hipertrofia muscular, porém, todas
têm a mesma base: intensidade versus volume de treinamento.
As várias formas de aplicação destes dois itens,
formam a base para a montagem e estruturação de um treinamento
para hipertrofia muscular. Este estudo visou justamente expor dois
métodos, base de dois extremos na musculação
em um treinamento para aumento da secção transversal
do músculo: a sobrecarga tensional e a sobrecarga metabólica.
As duas sobrecargas em questão foram aplicadas dentro dos limites
de séries, repetições e intervalos referenciados
atualmente como ideais e de consenso geral entre profissionais da
área, fazendo dos resultados obtidos e discutidos nesta pesquisa
um amparo ideal, como forma de consulta para a montagem de um programa
de treinamento para hipertrofia muscular e seus subprodutos.
Revisão
de literatura
Repetições
por série
A degradação de proteínas em uma série
de musculação depende da carga e do trabalho mecânico
realizado. Portanto, a massa de proteína catabolizada durante
um exercício de musculação, pode se apresentar
como o produto da taxa de proteína degradada por repetição
e pelo número de repetições (BADILLO & GOROSTIAGA,
2001, p.169). Com intensidades muito altas que só permitam
realizar uma repetição, há uma taxa de degradação
muito elevada, mas um trabalho mecânico muito baixo. O mesmo
resultado será produzido se utilizarmos cargas que permitam
realizar elevadas repetições por série: o trabalho
mecânico é alto, mas a taxa de degradação
é muito baixa (BADILLO & GOROSTIAGA, 2001, p.169).
Muitos autores atribuem a hipertrofia ao tempo em que o músculo
permanece sob tensão e não somente a determinados algarismos.
Uma série de 10 repetições, por exemplo, pode
ser realizada em 10 segundos, 40 segundos ou 2 minutos. A velocidade
de execução, a carga utilizada, tempo de pausa, amplitude
de execução, podem ocasionar notáveis diferenças
de vias metabólicas necessárias para manter o exercício,
com diferentes respostas adaptativas bioquímicas e morfológicas.
Verkhoshansky (2000) e Poliquin (1997), referen-se há tempos
entre 20-40 a 60-70 segundos de execução como ideais
para ganhos de massa muscular, em cada série no treinamento
de força. Cossenza (2001), define que a glicólise encontra
seu máximo por volta de 45 segundos.
Consoante Cossenza (2001), Bompa (2000), Brooks (2000), Fleck e Kraemer
(1999), Zatsiorsky (1999), Santarem (1999), Andrada (1998), Monteiro
(1997) e Araújo Filho (1994), há maior ganho de hipertrofia
muscular com um treinamento de musculação com a realização
de 6 a 12 repetições. Estes são os dois pontos
críticos, enfatizados e exaustamente discutidos e respaldados
por vários autores, onde se presume serem estes os limites
numéricos ideais para uma hipertrofia muscular eficiente e
significativa, dentro dos padrões normais de treino e alimentação.
Carga
de treinamento
“Quanto
mais rígida a intensidade, menor o volume e vice-versa”
(VERKHOSHANSKI, 2000, p. 26).
Para Dantas (1998) e Badillo & Gorostiaga (2001), um maior volume
do treinamento de musculação se dá ao maior número
de repetições, e uma maior intensidade se dá
ao maior percentual do peso máximo utilizado para o trabalho.
O volume e a intensidade do treinamento se interdependem inversamente,
ou seja, com o aumento do volume ocorre a diminuição
da intensidade e vice-versa (GUEDES JÚNIOR, 2003, p.108). A
carga de trabalho é diretamente proporcional ao tempo de trabalho.
Em sumo, a idéia dos vários autores consultados é
de que, quanto maior o volume menor a intensidade, ou seja, quanto
maior o número de repetições menor será
a carga com que a pessoa conseguirá realizá-las.
Segundo Badillo & Gorostiaga (2001) e Dantas (1998), intensidades
compreendidas entre 60% e 80% de 1-RM é possível realizar
6 a 12 repetições por série. A intensidade mínima
que pode ser usada para executar uma série até a fadiga
voluntária momentânea, que possa resultar em um aumento
da força muscular e hipertrofia muscular, é de 60 a
65% de 1-RM (MCDONAGH & DAVIES apud FLECK & KRAEMER, 1999,
p.22).
Sobrecarga
tensional e hipertrofia miofibrilar
De acordo com a hipótese energética a taxa de degradação
protéica é uma função do peso levantado:
quanto maior o peso maior a taxa de degradação da proteína
(ZATSIORSKY, 1999, p.150). Por serem sintetizadas mais proteínas
contráteis, durante o período de anabolismo, a densidade
dos filamentos aumenta.
Segundo Guedes Júnior (2003), Santarem (1999), Zatsiorsky (1999)
e Tous (1999), o aumento da síntese de proteínas contráteis,
estimulado pelo treinamento de força, promove o aumento do
tamanho e do número de miofibrilas por fibra muscular. A essa
adaptação dá-se o nome de hipertrofia miofibrilar
(Quadro nº 1), e o estímulo capaz de causar tal adaptação
seria a sobrecarga tensional, relacionada com o alto nível
de tensão imposto ao músculo graças ao peso elevado
a ser vencido. Nos exercícios resistidos quanto maior a carga
maior a sobrecarga tensional. Grandes sobrecargas tensionais implicam
em baixas repetições e um curto tempo de execução
de cada série de um exercício.
Para Santarem (1999), o aumento de tensão muscular durante
os exercícios caracteriza uma sobrecarga tensional e é
diretamente proporcional à resistência oposta ao movimento.
O mesmo autor, ainda cita que o treinamento típico para aumento
de força enfatiza a sobrecarga tensional, com pouca ênfase
na sobrecarga metabólica.
Bompa (2000), cita a hipertrofia miofibrilar, estimulada pela sobrecarga
tensional, mais estável e duradoura.
Sobrecarga
metabólica e hipertrofia sarcoplasmática
A sobrecarga metabólica traz as células musculares um
maior estresse bioquímico, pelo maior tempo de execução
de uma série, mas em compensação com um menor
número de carga do que a sobrecarga tensional.
Segundo Guedes Júnior (2003), Santarem (1999), Zatsiorsky (1999)
e Tous (1999), durante as contrações musculares prolongadas
ocorre um aumento de atividade dos processos de produção
de energia, caracterizando uma sobrecarga metabólica do tipo
energética. Essa sobrecarga metabólica contribui para
o aumento de volume muscular através do aumento de substratos
energéticos localizados no sarcoplasma: CP-supercompensação
e o aumento das reservas de glicogênio, uma resposta adaptativa
ao consumo aumentado dessa substância altamente hidratada (superhidratação).
O outro mecanismo é extracelular, e consiste no aumento de
vascularização do tecido muscular. A isso se pode chamar
de hipertrofia sarcoplasmática (Quadro nº 1) ou volumização
celular, estimulada pela sobrecarga metabólica, caracterizada
pelo elevado número de repetições e pelo tempo
prolongado de execução de cada série de um exercício.
Para Bompa (2000), o aumento de massa muscular em alguns culturistas
é freqüentemente o resultado de um aumento de fluido/plasma
no músculo (Quadro nº 1), ao invés do engrossamento
dos elementos contrateis da fibra muscular.
Do ponto de vista prático, a sobrecarga metabólica aumenta
nos exercícios com pesos na medida em que aumentamos as repetições
e/ou diminuímos os intervalos de repouso. Assim sendo, a sobrecarga
metabólica é inversamente proporcional à sobrecarga
tensional (SANTAREM, 1999, p.39).
Materiais
e métodos
A amostra foi constituída por 9 voluntários do sexo
masculino (n=9), não praticantes contínuos de exercícios
físicos:
| |
Idade
(anos) |
Peso
(Kg.) |
Estatura
(cm.) |
| Média
(n=9) |
30,33 |
66,56 |
171,46 |
Dois
grupos, de quatro pessoas cada, foram organizados para a aplicação
dos treinamentos. Estes 8 sujeitos foram distribuídos segundo
a semelhança de idade, peso, altura e composição
corporal, para o máximo equilíbrio entre os dois grupos
de treinamento. Além destes dois grupos, foi aplicado em paralelo
um treinamento unilateral no voluntário nº 9, que nesta
pesquisa foi denominado sujeito x. Este foi o indivíduo chave
da pesquisa, pois as duas sobrecargas em questão foram aplicadas
em um mesmo corpo, um em cada membro superior (treino unilateral).
A aplicabilidade da pesquisa consistiu em:
1º - Avaliação física inicial: perimetria
de braço relaxado e contraído com uma fita antropometrica,
espessura de dobra cutânea de bíceps e tríceps
com um plicometro científico e força manual aferida
por um dinamômetro manual;
2º - Treinamento específico: para adaptação
neuromuscular, com duração de duas semanas;
3º - Teste de carga máxima (1-RM): no final da segunda
semana de treinamento, para a definição das cargas de
60% e 80% de 1-RM;
4º - Treinamento específico: aplicação das
sobrecargas em questão, com duração de oito semanas.
Realizados nas segundas, quartas e sextas-feiras, conforme Panza (2003),
Cossenza (2001), Maughan (2000), Andrada (1998) e Araújo Filho
(1994);
5º - Avaliação física final.
O treinamento consistiu em um programa de quatro exercícios
tradicionais de musculação para os membros superiores,
seguindo a esta ordem alternada por segmento:
• Rosca direta (anterior de braço) ? Polia alta (posterior
de braço) ? Rosca Scott (anterior de braço) ? Tríceps
Testa (posterior de braço).
A aplicação das sobrecargas metabólica e tensional
foram feitas em forma de treinos distintos, dentro dos limites numéricos
considerados como ideais para hipertrofia muscular, conforme renomados
autores, dentro da sala de musculação:
|
Grupos |
Quant.
de
exercícios
|
Séries |
Reps |
Tempo
de duração
de cada série
|
Carga
(1-RM)
|
Intervalo
entre séries
|
Grupo
1 (Sobrecarga tensional)
|
4 |
3 |
6 |
30" |
80% |
1´ |
Grupo
2 (Sobrecarga metabólica) |
12 |
60" |
60% |
|
Sujeito
x |
Quant.
de
exercícios
|
Séries |
Reps |
Tempo
de duração
de cada série
|
Carga
(1-RM)
|
Intervalo
entre séries
|
Braço
esq. (Sobrecarga tensional) |
4 |
3 |
6 |
30" |
80% |
|
Braço
dir. (Sobrecarga metabólica) |
12 |
60" |
60% |
*Conforme
Cossenza (2001), Badillo & Gorostiaga (2001), Bompa (2000), Brooks
(2000), Verkhoshansky (2000), Weineck (2000), McArdle (2000), Santarem
(1999), Zatsiorsky (1999), Fleck & Kraemer (1999), Tous (1999),
Dantas (1998), Andrada (1998), Hartmann (1998), Poliquin (1997), Guimarães
Neto (1997), Monteiro (1997), Araújo Filho (1994) e Cossenza
(1992).
Resultados
e análise
Após as 10 semanas de treinamento, comparando a avaliação
física inicial e a final, obteve-se os seguintes resultados
e conseqüentes comparações nos ganhos na perimetria
dos braços:
|
Grupos
– Ganhos na perimetria |
|
|
Grupo
1 |
Grupo
2 |
Diferença |
| Braço
relaxado (média) |
1
cm. |
0,575
cm. |
0,425
cm. |
|
Braço
contraído (média) |
1,125
cm. |
0,8
cm. |
0,325
cm. |
| Sujeito
x – Ganhos na perimetria |
| |
Braço
direito |
Braço
esquerdo |
Diferença |
| Braço
relaxado (média) |
3,4
cm. |
2,9
cm. |
0,5
cm. |
| Braço
contraído (média) |
3,5
cm. |
3,4
cm. |
0,1
cm. |
O grupo 1, que treinou com sobrecarga tensional, obteve uma média
de superioridade no aumento da perimetria tanto do braço relaxado,
com 0,425 cm. a mais, quanto no braço contraído, com
0,325 cm. a mais que o grupo 2.
Os resultados se inverteram quando a comparação das
sobrecargas foi feita com o sujeito x, que realizou um treinamento
unilateral, utilizando em cada membro superior uma das sobrecargas
em questão nesta pesquisa. O braço direito, que treinou
com sobrecarga metabólica, obteve uma média de superioridade
no aumento da perimetria tanto do braço relaxado, com 0,5 cm.
a mais, quanto no braço contraído, com o irrisório
0,1 cm. a mais que o braço esquerdo.
Todos os participantes da pesquisa obtiveram uma redução
significativa e semelhante das dobras cutâneas de bíceps
(média de -6,6 mm.) e tríceps (média de -3,5
mm.). Pela a aferição de força com o dinamômetro
manual, o grupo 1 obteve um aumento de 4,75 Kgf a mais que o grupo
2, e o braço esquerdo do sujeito x obteve 5 Kgf a mais que
o braço direito, demonstrando ganho superior de força
pela sobrecarga tensional nos dois casos.
Discussão
Durante a execução dos exercícios de musculação
ocorre no músculo uma degradação de substâncias,
tanto estruturais quanto energéticas. Segundo os vários
autores consultados, as adaptações do organismo estimuladas
pela sobrecarga tensional, que é a síntese de proteína
contrátil miofibrilar, é o mecanismo mais importante
para a hipertrofia do músculo esquelético. Cargas maiores,
localizadas entre 70% a 90% de 1-RM, ativam, segundo Santarem (1999),
um maior número de fibras tanto brancas quanto vermelhas. A
sobrecarga tensional por sua característica de maior intensidade,
proporciona um estímulo mais significativo às fibras
do tipo II, que tem maior poder de hipertrofia (GUIMARÃES NETO,
1997, p.18; BADILLO & GOROSTIAGA, 2001, p.62). Levando em consideração
que os músculos do braço tem um maior número
de fibras tipo II (FOX, 2000, p.135), isto seria um fator pré-determinante
para uma maior hipertrofia com uma sobrecarga tensional nos m.m.s.s..
Além disto, a sobrecarga tensional mostrou ter um grande ganho
funcional, pois houve uma diferença significativa de ganho
de força se comparando a sobrecarga metabólica.
Segundo Verkhoshanski (2000), quanto mais substratos utilizados durante
o treinamento, maior a supercompensação. A crescente
concentração do lactato mais piruvato e outros intermediários
da via glicolítica, aumentam a osmolaridade local e a fibra
começa a reter água durante um período prolongado
de esforço anaeróbio. Esta exacerbação
na glicólise anaeróbia muscular ultrapassa os mecanismos
de preservação da taxa fisiológica da glicose
sangüínea. O aumento da hidratação celular,
conseqüente ao aumento das reservas de glicogênio, é
uma resposta adaptativa ao consumo aumentado dessa substância
altamente hidratada após um período prolongado de contração
muscular. A quantidade de glicogênio pode triplicar nos músculos
adequadamente treinados, e considerando que por razões de hidratação
molecular, cada grama de glicogênio carreia quase três
gramas de água, compreende-se o grande aumento do conteúdo
de água intracelular resultante do processo. As mitocôndrias
e a vascularização aumentam na sobrecarga metabólica
anaeróbia, em função da ativação
paralela do metabolismo aeróbio, como conseqüência
de uma série prolongada de 60 segundos. A consistência
do músculo aumenta proporcionalmente ao grau de sobrecarga
metabólica, em função da saturação
de glicogênio e água. A supercompensação
de glicogênio e outras substâncias do sarcoplasma, provavelmente,
é a resposta ao maior ganho de volume muscular ocasionada no
braço direito do sujeito x.
No entanto, a literatura nos traz que a hipertrofia ocasionada com
a sobrecarga tensional ocorre lentamente, porque a síntese
protéica é um processo lento, mas em compensação
pode atingir grande magnitude. Já no treinamento com sobrecarga
metabólica a hipertrofia ocorre mais rapidamente, porque o
acúmulo de glicogênio é um processo relativamente
rápido. Porém, a perda de volume muscular com o destreinamento
também é rápida, devido ao caráter não
estrutural do glicogênio e da água.
Conclusão
Como citado neste artigo, a sobrecarga metabólica é
inversamente proporcional à sobrecarga tensional e vice-versa,
relação oposicional entre volume e intensidade. Ambas
as sobrecargas contribuem para o aumento de volume dos músculos,
porém, por diferentes mecanismos. O ponto de união entre
as duas seria, provavelmente, o estímulo mais eficiente a hipertrofia
muscular em condições normais de treino e alimentação.
Este ponto de união ficaria em 9 repetições,
executadas em 45 segundos com uma carga de em média 70% de
1-RM, dando mais fundamento ao que muitos autores afirmam ser 10 repetições
como o número mais eficiente para hipertrofia muscular, sendo
o tempo de 45 segundos o ponto máximo da glicólise segundo
a literatura.
Na sala de musculação deve-se levar em conta a biotipo
do aluno, o seu principal objetivo e qual seu nível de treinamento,
podendo assim estas informações e resultados aqui expostos
e discutidos, ajudar na aplicação das sobrecargas no
momento correto da periodização do treinamento. Além
disto o profissional pode realizar a associação das
sobrecargas através de séries pirâmides, ondulatórias
ou mistas (ex.: 12/ 06/ 06/ 12 reps), para o máximo resultado
de seus clientes / alunos.
Finalizando, vale ressaltar a individualidade biológica, pois
cada indivíduo terá uma reação fisiológica
ímpar sobre uma sobrecarga aplicada. A variação
na perimetria dos sujeitos 1 ao 8 foi significativa, mesmo todos sendo
do sexo masculino e não praticantes de exercícios físicos.
Indicam-se mais pesquisas nesta linha de estudo, principalmente utilizando-se
do treinamento unilateral, com diferentes sobrecargas em cada hemicorpo.
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